Criado no início de 2002, o Tesouro Direto alcançou a marca inédita de 1,5 milhão de pessoas cadastrados no último mês de julho. De acordo com informações da Secretaria do Tesouro Nacional, no período, o programa registrou 1.539.936 de inscritos, o que significa um crescimento impressionante de 73,9% em 12 meses.

No que se refere ao interesse por tipos de títulos ofertados, aqueles vinculados à taxa básica de juros, a Selic, foram os mais demandados, com 43,1% do volume total de investimentos.

O aumento do interesse dos investidores pelo Tesouro Direto ocorre em um momento em que a poupança perde popularidade, mesmo com a recente retomada de desempenho positivo, e também houve queda dos juros básicos da economia, que chegou ao menor nível dos últimos 4 anos. No entanto, muitas pessoas ainda possuem certo receio de tentar algo novo, principalmente devido às dúvidas quanto à segurança do investimento.

Ao aplicar dinheiro no Tesouro Direto, o investidor se torna credor do governo em troca do pagamento do valor investido acrescido de juros. É esse detalhe que tem deixado os brasileiros com o pé atrás. Afinal, devido ao cenário desafiador enfrentado pelo país, o medo de o governo não honrar seus compromissos torna-se constante.

Porém, os investimentos no Tesouro Direto somam um percentual mínimo da dívida pública e, por esta razão, não oferecem alto risco de calote.

Outro detalhe diz respeito à remuneração oferecida por cada título. Com os recentes cortes da taxa Selic, algumas aplicações em renda fixa perderam parte da atratividade. As previsões de queda ainda mais acentuada dos juros até o fim do ano têm feito com que muitos investidores comecem a rever suas carteiras de investimento.

Com as informações nas mãos, conhecendo os riscos e agindo de forma a minimizá-los é possível ter uma estratégia de investimento mais assertiva e traga bons resultados de fato.

Ainda não conhece o Tesouro Direto? Veja aqui um passo a passo para investir já nos títulos da dívida pública:
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