A cada ano, as mulheres ganham mais representatividade no setor da previdência privada, segundo pesquisa de fevereiro de 2013, realizada pela Brasilprev, empresa líder no ramo. Segundo o levantamento, deve-se a isso o fato de que elas vêm alcançando melhores níveis salariais, com o aumento da ocupação de cargos de chefia ao longo dos últimos anos. A idade mínima do aporte também foi reduzida, de 42 para uma média de 30 anos.
Prova disso, é a estudante de secretariado executivo Larissa L. de Godoy, 25, que agarrou a oportunidade oferecida no emprego, aos 19, quando começou a trabalhar com carteira assinada. Ao saber que a empresa pagaria parte do plano corporativo, não titubeou: optou por reservar 2% de seu salário para este fim. Com o tempo, ampliou a parcela e hoje investe 8% da sua renda líquida na aposentadoria. “Pretendo aumentar para 15% este ano”, afirma.
Na outra ponta, estão eles, que ainda destinam, de modo geral, R$ 47 a mais a planos de previdência, segundo o estudo (R$ 225 contra R$ 178). Ele diz que começou a pensar no assunto há 19 anos, ao se dar conta de que a renda que receberia do INSS não seria suficiente para bancar o mesmo padrão de vida no futuro. “Pensei em me capitalizar, fazendo uma reserva financeira sem o compromisso de um dispêndio mensal”, afirma. No entanto, Fábio explica que transfere regularmente de 10% a 15% do salário líquido para esta finalidade, pulverizando os investimentos entre CDBs e fundos de renda fixa.

Segundo o economista Marcos Silvestre, da coluna Na ponta do lápis da Rádio BandNews FM, na prática, tanto homens como mulheres profissionalmente ativos se preocupam de modo equivalente com a aposentadoria financeira. “Até há uma década, o assunto costumava povoar as mentes masculinas após os 40 anos, mas agora a preocupação já começa a pipocar antes dos 30, também para as mulheres”, diz. O economista afirma ainda que esta é uma atitude sensata se considerarmos que “quem começa antes, conta por mais tempo com a força exponencial acumuladora dos juros sobre juros em suas aplicações.”

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