Antes de falarmos sobre pagamento em prestações sem juros, é preciso esclarecer que este tipo de coisa é um modelo econômico inventado e adotado amplamente no Brasil.

Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe diferença entre preço a prazo e à vista, porque não há outra forma de pagar. Se quiser parcelar, o americano usa o cartão de crédito que oferece um tipo de financiamento em prestações desde que o consumidor quite o débito em até 40 dias. Se atrasar, ele ainda terá que arcar com juros retroativos ao dia da compra.

Para ter direito a esta modalidade, os consumidores se submetem a uma taxa de juros anual que hoje está em torno de 15%, segundo recente estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), em conjunto com a Proteste e com os sites Index Credit Cards e Money Facts, dos EUA e do Reino Unido, respectivamente. No Brasil, o mesmo índice é de 238% ao ano.

Com a economia inchada pela cobrança abusiva de juros, como é possível existir ofertas que prometem pagamento parcelado a 0%? Como saber se a compra é “sem juros” mesmo? Veja estas duas dicas:

  1. Pesquise o preço. Ninguém, em sã consciência, vai dizer que é boa prática comprar algo sem saber o preço. Para adquirir um produto de valor considerável, você tem que saber qual é o seu preço verdadeiro. E, muitas vezes, não o encontramos na primeira loja.

A partir do momento em que a quantia real for detectada e o estabelecimento ainda ofereça parcelamento sem cobrança adicional, daí ele poderá considerá-lo “sem juros” para todos os efeitos práticos.

  1. Valores diferentes conforme a forma de pagamento. Se o valor à vista for diferente do a prazo, há juros embutidos na operação. A ideia é não aumentar o valor do item comprado, mesmo de forma parcelada. Quando há alteração no valor, é porque o comerciante acresceu juros à operação.

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