A LifeFP™ é uma empresa de Qualidade de Vida através do Planejamento Financeiro Pessoal e entrega o Planejamento Financeiro através de um Plano de Vida. É uma agenda ampla que começa com um processo continuado de auto conhecimento, passa pela formalização de objetivos de vida, por orçamentos, fluxo de caixa, planos de investimento, educação financeira e também pelo consumo, ou seja, somos uma empresa que contempla o consumo (como não poderia deixar de ser…) mas além de contemplar o famoso verbo comprar, também o apoiamos… Agora… Apoiamos com a nossa própria e madura agenda do consumo consciente e planejado, justamente aquele que lhe agrega qualidade de vida e é sobre isso que escrevo neste texto.

Muitas vezes o consumo é colocado no fórum das Finanças Pessoais como algo negativo, como o vilão de um planejamento financeiro. Como sabem, somos certeiros e diretos em nossas posições e não acreditamos nesta qualificação para o consumo. Consumir é bom, é importante e pode ser saudável.

Reparem que uso a expressão “pode ser saudável”, como algo condicional mesmo. Tanto pode, quanto não pode, ou seja: Depende! E esta dependência é o centro da tese que defenderei neste artigo.

E vamos começar refletindo no porque as pessoas consomem. Eu enxergo 5 principais motivos e por hora eu não os qualificarei como motivos bons ou não, apenas apresentarei a idéia livre de julgamento. Vamos lá: pessoas compram:

1) Por necessidade.

2) Para satisfazer uma vontade.

3) Para se satisfazer. (PONTO!)

4) Para impressionar os outros.

5) Para a projeção do ser através do ter.

Se eu te perguntar, dos 5 motivos que listei, quais fazem parte de uma agenda positiva, madura e consciente de consumo, quais você escolheria?

Eu creio que acertaremos em 1 dos motivos e que em 1 deles eu talvez te surpreenda.

Sem sombra de dúvidas a compra por necessidade faz parte de uma agenda positiva de consumo. Neste item concordamos 100%. Precisamos consumir algumas coisas, compra-las de alguém ou em algum lugar uma vez que na sociedade secular, capitalista e de mercado em que vivemos, muitos de nós não mais produzimos aquilo que essencialmente precisamos. Isso faz parte do nosso jogo e geralmente, quando restringimos as nossas compras apenas aquilo que necessitamos, minimizamos seriamente a chance de algum problema financeiro… Mas como disse, isso é uma restrição… E isso me leva ao segundo ponto, ao fato de que muitas vezes compramos para satisfazer uma vontade e este é o item da lista em que talvez você se surpreenda com a minha colocação pois eu creio que satisfazer uma vontade também tem tudo para ser qualificado como uma agenda positiva, madura e consciente de consumo. Ou seja: comprar por desejo também pode (e deve) estar contemplado em seu planejamento financeiro!!

Convenhamos: Muitas vezes o tempero da vida está em satisfazermos algumas destas vontades. Muitas vezes são estes desejos e anseios que nos levam a inovar, pensar fora da caixa e nos desafiar à sair do marasmo… Agora, há um colateral para esta agenda mais livre e este colateral reside justamente quando este consumo por desejo acontece deslocado de um contexto que pertence ao seu Plano de Vida.  O que quero dizer com isso: um Plano de Vida não recai apenas sobre o consumo, é bem mais amplo do que isso. Consumir é uma agenda que pertence ao presente: sempre consumimos ou tomamos uma decisão de consumo “no hoje”, “no agora”. A decisão é inerente ao presente… Mas o processo de decisão não… Este possui uma dinâmica que congrega 3 elementos básicos: o presente, o passado e também o futuro.

O que quero dizer: Quando a decisão por consumir por vontade é tomada apenas com a agenda do presente, geralmente o resultado é desastroso e o desastre atende pelo nome de arrependimento. Agora, quando amplificamos a agenda e enxergamos a decisão do consumo por vontade no contexto do nosso Plano de Vida, com as prováveis demandas do passado que carregamos e precisamos honrar, como financiamento de um automóvel, de uma residência ou até mesmo outros créditos financeiros + as demandas do futuro, como a educação de nossos filhos e a nossa aposentadoria, a compra ou quitação da casa própria, uma viagem … O resultado tende a ser uma benção pois você sabe que não gastou naquela vontade um dinheiro que estava destinado para o seu futuro ou para a honra de seu passado. Tudo foi contemplado, havia espaço e o consumo por vontade encontrou o terreno positivo, maduro e consciente para ser realizado. Para simplificar: Não devemos fazer do consumo por vontade mais um elemento de nossa terceirização de responsabilidades… “Ohhh o problema são as vontades que eu tenho… Mas também quem não as tem”…

E frases do tipo geralmente vem acompanhadas da famosa colocação: ” Eu merecia… Trabalho tanto…” Aceitemos e trabalhemos com o que é real: Todos temos vontades. Isso é inevitável e é positivo, como já disse. O que não temos e deveríamos ter para fazer do inevitável algo edificante é uma agenda maior e esta agenda chama-se: Plano de Vida, com o presente, o passado e o futuro devidamente contemplados.

Então vamos continuar! Dos 5 motivos do porque pessoas compram, os 2 primeiros são positivos, agora você percebeu que o terceiro motivo é muito parecido com o segundo. Vou repetir os 5 motivos:

1) Por necessidade. Ok, este é positivo e concordamos com isso.

2) Para satisfazer uma vontade. Este também é positivo e espero ter apresentado a agenda que o torna válido.

3) Para se satisfazer. (PONTO!). Parece com o segundo motivo… Mas não é!

4) Para impressionar os outros.

5) Para a projeção do ser através do ter. 

Daqui a pouco chego nos dois últimos. Agora, o terceiro: pessoas compram para se satisfazerem… E ai: Isso é positivo ou negativo? Veja bem. Não é para satisfazer uma vontade, é para se satisfazerem… É o tipo de consumo que busca preencher um vazio interior que produto ou serviço algum conseguem. A satisfação aqui tem a ver com a realização, ou seja, pessoas consomem buscando se realizarem e sabemos que qualquer coisa criada pelo homem (produtos e serviços) é por demais vazio para tal relevante missão. O grupo Titãs mostra isso em uma de suas músicas. A música chama-se “Comida” e o seu refrão diz:

Comida é pasto

Bebida é água

Você tem sede de que?

Você tem fome de que?

É uma música que nos gera um sentimento de desespero.

Consumimos, consumimos e consumimos…  E continuamos com sede e com fome.. Por que? Porque o ter não preenche o SER.

A realização não esta no consumo, não está naquilo que temos, mas reside naquilo que escolhemos ser… E a parte mais importante desta frase é o “escolhermos ser”… Pois adversidades são inevitáveis, mas a nossa crença e atitude frente as adversidades são fundamentais para o que somos, para como nos sentimos realizados… E este tal de “escolher ser” é uma boa agenda… Mas para um outro texto.

Então, concluindo este 3º ponto: não devemos consumir para nos satisfazer pois satisfação tem a ver com realização e realização não reside no que temos, mas sim no que somos… E isso tem a ver com os 2 últimos itens da minha lista, pontos nos quais digo que pessoas consomem para impressionar os outros e para a projeção do ser através do ter.

O impressionar os outros tem a ver com a auto-estima e esta intimamente ligado com o ser através do ter então escrevo sobre estes dois itens finais como algo interligado.

Todos conhecemos gente que tem aquilo que não precisam com o dinheiro que não possuem para impressionar pessoas que não gostam. Uma vida orientada a imagem é uma vida opressora na qual o agente se faz vítima rapidamente e muitas vezes, sem perceber, e na sede de ter tudo, acaba por se perder. E este processo de se perder acontece quando você passa a não ter mais as coisas que acha que possui, mas estas coisas passam a te ter. Exemplos: não é mais a mulher que possui aquela casa dos sonhos e aquele guarda-roupa de hollywood, mas é a casa e o guarda-roupa que possuem esta mulher… E há também aquele homem que acha que tem aquele carro último modelo financiado a 60 meses… Quando na verdade é o carro que tem o homem… Na obsessão opressora de uma vida que não existe sem o tal belo carro…

Queridos, queridas, consumir é bom! É bom para você e é bom para a sociedade pois move a economia, cria empregos e desenvolve nações, agora, como tudo na vida, este é mais um ponto que deve ser analisado sempre através da perspectiva da Qualidade de Vida, da maturidade e das escolhas que fazemos para crescer.

 

Com carinho, André Novaes

Nota do Autor: Dinheiro serve para ser gasto, esta é a utilidade dele. Agora, qual seria o propósito de seu dinheiro? Eu tenho uma tese: o propósito de seu dinheiro é ser usado para edificar a sua melhor versão. E esta tese nos leva a uma outra reflexão, esta bem mais profunda: qual é a sua melhor versão? Você tem um plano para viver a sua vida e usar o seu dinheiro para esta sua melhor versão? Para lhe ajudar com estas reflexões e te entregar um roteiro prático para encontrar a SMV eu escrevi um manifesto e te convido a conhece-lo aqui. Afirmo que encontrará um uso intencional para o seu dinheiro a partir do conteúdo do manifesto.