Você já tem um trabalho fixo, é registrado em carteira, mas resolve começar um empreendimento. É algo pequeno, um extra, mas para conseguir emitir notas fiscais você resolve se tornar um MEI (Microempreendedor Individual). O MEI é uma opção criada pelo Governo para quem tem receita anual de até R$ 60 mil (em 2018 a expectativa é que aumente), por isso parece ser uma ótima alternativa, não é mesmo? Mas cuidado! É preciso avaliar prós e contras da abertura deste tipo de empresa neste caso.

Nem todo mundo sabe, mas quando alguém se torna um MEI, é considerado de fato dono de um empreendimento pelo Governo. Isso significa que, caso seja demitido do seu trabalho com carteira assinada por exemplo, não ganhará o seguro desemprego, pois o Governo considera que esta pessoa é um empresário por ter um registro de MEI.

A categoria MEI foi criada através da Lei complementar nº 128, de 19/12/2008, sendo a intenção principal do governo ajudar o trabalhador informal a se legalizar. Desta forma, poderia contar com o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), facilitando a abertura de conta bancária, a emissão de notas fiscais e o acesso a benefícios como auxílio maternidade e aposentadoria.

Muita gente pode pensar: “E se eu fechar o MEI assim que souber que serei demitido?”. Bem, não funciona desta forma, exatamente porque poderia ser considerado fraude! Por isso, avalie com cuidado seus objetivos. Abrir uma empresa, mesmo que de forma simplificada como é o caso do MEI, requer uma boa análise prévia e responsabilidade.

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