Caros brasileiros, queridos clientes,

Estamos tendo a oportunidade de vivenciar um momento histórico em nosso país. As incertezas objetivas que habitam o atual ambiente social geram outras dúvidas, estas subjetivas, que infelizmente ganham importância ainda maior. É preciso ter a lucidez de distingui-las, sem medo, e dar a cada uma o tamanho adequado.

É claro que em situações de crise tende-se a interpretações e julgamentos subjetivamente negativos, mesmo quando considerado o perfil otimista do brasileiro. Otimismo agora afetado e quebrantado pelas desilusões, endividamento, desesperança e vitimização. Precisamos repreender quem erra, mas também precisamos reconhecer que erramos muito nos últimos anos e não podemos culpar apenas os políticos pelo momento atual.

Não é de hoje que o “jeitinho brasileiro” está enraizado em nossa cultura: Os pequenos desvios de ética e moral, pequenas infrações de trânsito, votos por interesse, inadimplência, o não pagamento de imposto… E diversos outros exemplos deste “jeitinho”… O que acontece nas esferas mais altas do governo é um grande reflexo de uma sociedade corrompida.

Mas nem tudo está perdido! Em nenhum outro momento da nossa história ficou tão evidente a eficiência de algumas de nossas instituições. O país da impunidade está vendo, pela primeira vez, políticos e grandes empresários na cadeia. Embora muitos outros ainda deveriam estar, foi um começo. O brasileiro, antes tarde do que nunca, passou a pensar no futuro, fazer contas e a se relacionar com o dinheiro. Nunca vi tantas pessoas preocupadas e interessadas em política, mesmo que seja para questionar e julgar, algo que antes sequer sabiam.

Damos pequenos, mas fundamentais passos para um desenvolvimento mais sustentável. Estamos criando uma sociedade mais consciente, interessada e quem sabe com menos “jeitinho brasileiro”. Estamos percebendo que as coisas precisam ser bem feitas para funcionar, que o dinheiro deve e pode fazer parte de um plano de vida melhor estruturado e alguns passam a perceber os desafios que alguém não planejado enfrenta. A crise evidencia o que há em nós, para o melhor, ou pior.

Não acredito que depois de tudo isso a corrupção, os desvios de conduta, a má qualidade na educação e saúde cessarão, tampouco creio que não haverá (ainda) mais inflação ou outras crises, mas certamente será diferente.

Uma nação se transforma a partir de seu povo e não através de seus governantes. Não é pelo pessimismo reinante que conseguimos mudar alguma coisa. Negligenciar a crise acreditando que esta não te afeta também é uma estratégia equivocada. A crise existe, é real e impacta todos nós, agora, a pergunta é: Se eu não controlo a crise, como é que posso controlar o impacto disso em minha vida? A resposta é: Menos crise e mais planejamento. Se alguns clamam o fim do Brasil, proclamamos o nascimento de sua melhor versão a partir de seu Plano de Vida e Finanças Pessoais

Para iniciarmos este Planejamento de Vida é fundamental reconhecer nossas deficiências e fraquezas e trabalhar para que sejamos a melhor versão do que podemos ser.

Sendo cada um de nós, cada família, um país, consulto:

  • Estamos cultivando bem nossa politica externa? (Novos amigos, velhos amigos)
  • Estamos cuidando da nossa política interna? (Cuidando do cônjuge, se importando com a felicidade das pessoas próximas)
  • Estamos cuidando das finanças públicas? (Utilizando o nosso dinheiro para aquilo que realmente importa, para gerar melhor retorno para a família, investindo no futuro e infraestrutura familiar).
  • Estamos cuidando da nossa saúde? (Quando foi a última vez que fez um checkup? Tem feito exercícios físicos? Qual foi o último livro que leu, inteiro? Você tem investido em seu bem mais valioso, você?).
  • Estamos cuidando da nossa sociedade? (Qual foi a última vez que foi a uma peça de teatro? Quando deu um presente repentino ao seu cônjuge? Quando doou, ofertou algum recurso a alguém mais necessitado?)

Como estaria este país (família)? Estaria em crise? Eu creio que não… aliás, eu afirmo que não! Caminhando com alguns clientes que me permitem o desafio destas reflexões eu percebo que estão vivendo mais próximos de sua melhor versão e não “em crise”, apesar “da crise”. Por isso anseio conhecer e poder contribuir para que mais pessoas possam desafiar-se aos benefícios de uma vida planejada. Como diz uma sábia frase: “Ninguém planeja fracassar… mas muitos fracassam por não planejar.”

Termino este texto com 2 convites e 1 pedido:

Primeiro: Reconheça a sua crise, mas não se defina nela. Uma âncora em seu passado apenas te faz prisioneiro de seu presente e uma vítima de seu futuro. Quer melhorar? Reconheça que precisa e acredite que pode! Se você acreditar, você está certo. Se você não acreditar, você também está certo… no quê você acredita?

Segundo: Não deixe a crise circunstancial ofuscar o amplo contexto de sua melhor versão. O caminho para esta sua melhor versão é feito de curvas, algumas mais fechadas do que outras, como a crise atual, mas todas servem para lhe mostrar algo. Esteja sensível, esteja planejado e construa a sua vida em sua melhor versão.

O meu pedido: Caso você conheça alguém que possa se beneficiar de uma vida melhor planejada e que tenha vocação para uma vida em sua melhor versão, por favor compartilhe este texto. Que não sejamos vítima de uma crise, mas agentes de uma melhor versão também na vida de nossos queridos.

 

Com carinho,

Luiz Fernando Schvartzman, CFP®

PlanejadorLife – Partner

Nota do Editor: O caminho mais eficiente para você ser vítima da circunstância, e por consequência atuar como o vilão em sua narrativa de vida é não reconhecer o protagonismo em você no contexto de seu Plano de Vida. Acreditamos que isso pode ser diferente e o meu convite é para que você leia o manifesto Uma Nação em Sua Melhor Versão. Nele você será provocado a assumir o protagonismo na co-criação de SMV.